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Categoria ‘Cotidiano’

24 dez

Veja a ação de Natal que a NBS criou para a Oi em Ipanema, RJ

Com a brincadeira “Use o orelhão para falar com o Papai Noel” a Oi criou uma ação inusitada para as crianças que passavam por Ipanema, RJ. Confira!

24 set

Propagandomúsica: Apagando o fogo com gasolina

Nesta semana um Box celebrando a filmografia do cineasta Quentin Tarantino foi anunciado. Contendo dez Blu-Rays, a caixa contém os sete longas por ele dirigido, extras e True Romance, o qual assinou o roteiro mas quem assumiu a cadeira de diretor foi Tony Scott. O ícone que logo estará nas prateleiras de colecionadores e amantes do cinema chega para nos lembrar mais uma vez sua de presença, que ainda ecoa forte na cultura pop desde o início da década de 90. Ecos que logicamente, ressoaram até a publicidade, seja nas referências, cortes (herança de sua montadora Sally Menke, falecida em 2010) e é claro, com suas peculiares escolhas para trilhas sonoras.

Questionado sobre seu processo de criação, Tarantino afirma que todas elas partem do mesmo princípio: passar um tempo disperso em sua coleção de vinis, até que a partir de uma única canção, surge em sua cabeça protagonistas, personagens secundários e até mesmo a cena de abertura de um possível filme. Foi assim com Pulp Fiction (1994) e o inesquecível assalto à lanchonete, interrompido brutalmente por “Miserlou”, de Dick Dale, e a sequência inicial de créditos.

Suas imprevisíveis escolhas vivem em uma relação simbiótica com as cenas das quais servem de trilha. Ouviu “Stuck In The Middle With You”, do Stealer’s Wheels? Logo surge Mr. Blonde decepando a orelha do pobre policial, diretamente de “Cães de Aluguel”, impresso à pólvora em seu imaginário. Ou a audácia de colocar David Bowie em um filme ambientado durante a segunda guerra mundial, com Shosanna se maquiando antes atear fogo em um cinema lotado de nazistas do mais alto escalão, incluindo o próprio Adolf Hitler. Já ouviu falar de Urge Overkill? Provavelmente não, mas se eu disser “Girl, You’ll Be a Woman Soon”, você passará o dia inteiro assobiando e pensando nós pés descalços da Uma Thurman (e em seguida, no passo de dança em que John Travolta só rivaliza consigo mesmo em Saturday Night Fever).

De acordo com o próprio Tarantino, esse é o momento máximo do cinema, do audiovisual: quando som e imagem se integram perfeitamente, e não conseguimos raciocinar isoladamente. E a publicidade constantemente persegue essa harmonia, em meio a acertos e equívocos. Kill Bill deu origem à uma série de comerciais caricatos envolvendo kung-fu em cabos, slow-motion e litros de sangue fake (até o último comercial do “The Voice” colocou Adam Levine, Christina Aguilera e Cee-lo Green para lutar, abusando dessa fórmula). Fora o rockabilly oriental das 5,6,7,8’s, que teve sua “Woo Hoo” (que já era um cover, perceba) exaustivamente explorada em comerciais da época.

Mas a partir do natal deste ano, toda a indústria do entretenimento (publicidade inclusa) terá uma nova fonte de referências para os próximos anos: Dia 25 de dezembro será a estréia “Django Unchained”, uma mistura de Spaguetti Western com Blaxploitation (por que não?) recheada de funk setentista, como já se pode conferir no trailer. Afinal, se o próprio cinema de Tarantino é classificado como um punhado de referências em um liquidificador, que culpa têm seus “imitadores” os exploradores de sua linguagem?

By Vinicius Alvares

3 set

Propagandomúsica: Das quadras ao Moshpit

A Propagandomúsica já discutiu diferentes plataformas de divulgação que exploraram a relação entre música e publicidade. Hoje vamos para um patamar diferente, invejado por sua relevância tanto no mercado quanto no imaginário pop.

A Converse, com seus 104 anos de existência, permanece enraizada na cultura rocker como acessório indispensável à quem já se arriscou em segurar uma guitarra, um baixo ou uma bateria. Transita entre os gêneros com a fluidez de uma jam session, passeando pelo punk, grunge e o indie rock do século XXI. Como fazer frente a uma marca que já teve como “embaixadores” os Ramones, Kurt Cobain, Tom Morello e os Strokes?

Um dos responsáveis por esse legado foi Marquis Mills Converse, que já se estabelecia em uma carreira no ramo dos calçados esportivos e em fevereiro de 1908 fundou a Converse Rubber Shoe Company em Malden, Massachusetts. Mas foi em 1917 que a companhia deu os primeiros passos para como a conhecemos hoje, com o lançamento do Converse All-Star, o clássico modelo dedicado ao basquete. Em 1921, Charles H. “Chuck” Taylor, jogador profissional, entrou em contato com a empresa reclamando de dores nos pés. Chuck foi empregado e transformou-se em vendedor e embaixador da marca, e em 1923 lançou o modelo com sua assinatura, clássico absoluto que desde então recebera poucas alterações.

Através das décadas, a Converse desenvolveu sua reputação despontando como um grande ícone norte-americano. Customizou todo o aparato do Renaissance Big Five, o primeiro time de basquete estadunidense formado exclusivamente por negros. Durante a segunda guerra, manufaturou roupas e calçados para o exército; Até que na década de 50, no berço do Rock’nRoll e com o movimento rockabilly, encontrou seu lugar na música, de onde nunca mais saiu. Vestiu punks, new romantics, grunges. Até que uma crise fez a companhia declarar concordata em 2001. Em 2003, foi comprada por uma de suas maiores rivais, a Nike.

Mas o estrago já estava feito: Seu impacto na cultura continuou inabalado e não demorou à marca reclamar o topo. Julian Casablancas e toda a cena indie rock novaiorquina  do começo dos anos 2000 fez com que uma nova geração revirasse lojas atrás dos velhos “Chuck’s”. Lançamentos temáticos com modelos customizados estrelando The Who, Jimmi Hendrix, Kurt Cobain, Debbie Harry, Gorillaz, invadem o mercado com um fuzz digno de uma marca jovem.

E depois de tantos anos recebendo publicidade espontânea da música, a Converse nos brinda com “Three artists, one song”, uma série de sessões que como o nome já explica, reúne 3 artistas peso-pesados na criação de uma canção exclusiva. Já passaram por ali New Order, Hot Chip, Andrew W.K., Gorillaz, Santigold, Andre 3000, Pharell Williams, Julian Casablancas, James Murphy; e a lista segue crescendo.

Fique agora com alguns desses encontros proporcionados pela marca, e tente segurar o pé batendo aí embaixo de sua mesa.

By Vinicius Alvares

24 ago

PropagandoMúsica goes Bollywood

Um guia prático de como se entrar triunfalmente em uma festa e um encontro bollywoodiano. Essas são as campanhas criadas pela Wieden+Kennedy Amsterdan para a Heineken em 2011, que conquistaram milhões de views e têm em comum passagens musicais bem humoradas que atraíram a atenção de uma grande audiência.

O primeiro da série, “The Entrance”, lançado em 2011, conta com uma apresentação do “The Asteroids Galaxy Tour”, banda dinamarquesa formada em 2007 e que já em sua primeira apresentação profissional abriu um show para Amy Winehouse em Copenhagen, a pedido da equipe de produtores da cantora que teve acesso a uma demo gravada pelo Asteroids.

Com apenas dois discos lançados, o grupo liderado pela loira Mette Lindberg ganhou ampla visibilidade e uma nova base de fãs graças a presença em um comercial do iPod Touch (a Apple mais uma vez alavancando carreiras, tema que renderá um especial por aqui) e a uma vaga de banda de abertura durante a turnê européia de 2009 da Katy Perry. Recentemente a banda esteve no Brasil para divulgar seu último álbum, “Out of Frequency”.

Em novembro do mesmo ano, a Heineken lançou “The Date”, sequência de “The Entrance”, arrebatando mais de 5 milhões de views em poucas semanas.

Desta vez o protagonista (interpretado pelo francês Guillaume Dolmans) tenta de todas as formas impressionar seu par, tudo ao som de um exótico número de rock’n’roll indiano. O responsável pela musica é o intérprete Mohammed Rafi, monstro das trilhas sonoras de Bollywood que gravou mais de 4500 canções para o cinema local. Durante seus 35 anos de carreira, ficou conhecido pela versatilidade em interpretar canções de inúmeros gêneros e línguas, indo desde peças patrióticas a música clássica e rock.

Rafi é um símbolo de uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo, que já sobreviveu a eventos traumáticos como a segunda guerra mundial, sua independência e a grande depressão, seguindo forte com suas tramas novelescas e seus musicais hiperbólicos, com orçamentos que rivalizariam facilmente com Hollywood e outros “concorrentes” ocidentais.

A música,  “Jan Pehchan Ho” faz parte da trilha de “Gumnaam”, thriller hindú recordista de bilheteria, gravado em 1965. A cena em questão também foi utilizada como sequência de abertura do cult “Ghost World”, filme de 2001 estrelando Scarlett Johanson (com apenas 15 anos) e Steve Buscemi.

Assista então a “Jan Pehchan Ho” em seu contexto original, diretamente de “Gumnaam”:

10 ago

PropagandoMúsica: Nike Psychobilly

Um bom insight na hora de escolher a trilha para um comercial tem o poder de alavancar as vendas e a popularidade de uma banda.  Mas eventualmente, casos especiais aparecem. O filme dessa semana é o My Time Is Now, da Nike, produzida pela Stink e com pós-produção da The Mill.

A Nike cada vez mais se destaca pela proporção megalomaníaca de suas produções, alcançando resultados cinematográficos graças a convocação de diretores de alto escalão, como Guy Ritchie, para dirigir suas peças. Neste filme, lançado durante a Eurocopa e contando com Neymar, Cristiano Ronaldo e Pep Guardiola não foi diferente.

É incrível o papel que as trilhas desempenham nas campanhas da marca. Escolhidas a dedo, elas ditam completamente o ritmo do comercial e acabam roubando a cena, gerando um ótimo retorno para o artista responsável. Só que dessa vez a Nike foi um pouco além, ressuscitou a carreira de uma banda.

“Chicken” é o nome da música, e foi retirada do primeiro álbum do The Eighties Matchbox B-Line Disaster. A banda de psychobilly vinda de Brighton, Inglaterra, formou-se em 1999 e lançou apenas 3 discos em sua trajetoria, antes de se separarem em março de 2011. Isso até a decisão da Nike de utilizar uma de suas musicas no seu último filme. O grupo, que anteriormente abria o show de bandas como System of A Down, Placebo e Queens of The Stone Age teve um salto na procura por suas músicas e discos, e finalmente conheceu a popularidade, após mais de um ano de sua dissolução.

Então, no fim de junho, o 80’s Matchbox anunciou sua volta. Nas palavras do vocalista, Guy McKnight, “o comercial da Nike veio de surpresa, então nós pensamos, no momento o comercial tem 17 milhões de views… Isso é mais exposição do que jamais tivemos”.

O Eighties Matchbox B-Line Disaster inicia uma turnê na Inglaterra ainda no segundo semestre e planeja a gravação de novo material. De acordo com McKnight, “a banda ainda têm muito o que fazer”.

Assista Psychosis Safari, clipe dirigido por Edgar Wright (fã e diretor de Shaun of The Dead e Scott Pilgrim VS. The World).

27 jul

PropagandoMúsica: Who’s Bad?

Não são só os comerciais que se beneficiam da musica pop. O caminho inverso também funciona, e um dos maiores exemplos dessa história é o próprio rei do pop, Michael Jackson.

Foi em 1983, durante todo a euforia causada pelo lançamento de “Thriller”, que os agentes de Michael procuravam estabelecer contato com alguma grande marca e expor ainda mais sua figura. Em negociações com a Coca-Cola, a gigante limitou a oferta a um milhão de dólares, alegando que uma possível campanha atingiria apenas uma única etnia. Quem se aproveitou do erro escracho foi a Pespi, que juntamente com a BBDO, estava a procura de um protagonista para sua nova campanha, “New Generation”.

Aí nascia uma parceria que rendeu comerciais até a década de noventa, espalhando-se por diferentes fases do cantor e aproveitando-se de lançamentos como “Bad” e “Dangerous”. No primeiro filme, Jackson chegou a reescrever “Billie Jean” como um jingle para o refrigerante, em um comercial que atuava ao lado dos Jacksons e contava com participação de um ainda criança Alfonso Ribeiro, o Carlton Banks de “Um Maluco no Pedaço”.

Durante esse período, Michael sofreu um acidente no set de gravações de um dos filmes, em que um erro no disparo de fogos de artifício deixou seu cabelo em chamas, causando queimaduras de segundo e terceiro grau. O acordo com a Pepsi rendeu uma indenização de um milhão e meio de dólares, que foi inteiramente doada e aplicada na criação do Michael Jackson Burn Center for Children, no Brotman Memorial Hospital em Culver City, Califórnia.

Seu envolvimento com a publicidade não para por aí. Em 1987, a Nike utilizou em um de seus comerciais “Revolution”, dos Beatles. Michael arrecadou U$250.000 pelo licenciamento da música, já que na época era dono do catálogo da banda.

A atitude foi duramente criticada, já que trata-se de uma canção de protesto e que foi utilizada ainda sob a sombra do assassinato de John Lennon. A Nike planejava uma série de filmes que usariam outras musicas dos Beatles, mas todos os planos foram descartados após a má-reação de público e crítica. Mas entre erros e acertos, o talento de Jackson continua inabalado. Assista Dancing Machine, ainda com os Jackson 5.

20 jul

PropagandoMúsica: R.I.P. John Lord

O Propagandomúsica dessa semana homenageia a lenda Jon Lord, tecladista e fundador do Deep Purple, falecido no último 12 de julho.

O filme da vez é Kamenitza Rock, criado para a cervejaria búlgara pela Lowe Swing. A peça conta com uma guitarra elétrica caseira de uma corda só (talvez inspirado pelo feito de Jack White no filme “It Might Get Loud”), dedilhada em um dos riffs mais marcantes do rock, o de “Smoke On The Water”.

Jon fundou o Deep Purple na Inglaterra, em 1968 (ainda sob a alcunha de Roundabound – abandonada logo em seguida) e com o primeiro disco, “Shades of Deep Purple”, já começou a ganhar o outro lado do oceano: “Hush” já escalava rapidamente a Billboard nos EUA e no Canadá. A marca registrada de Lord, o teclado distorcido, com raízes no blues e na música clássica, já era notado. Mas foi em 1972 que a banda estourou definitivamente, lançando seu sexto disco (em apenas três anos e meio de existência): “Machine Head”.

Gravado em Montreaux, na Suiça, o álbum estava programado para ser produzido em um cassino, utilizando o estúdio móvel dos Rolling Stones; mas um incêndio causado por um sinalizador em uma apresentação do Frank Zappa e seu Mothers of Invention levou a gravação para um deserto Grand Hotel. Foi justamente o incidente que inspirou a criação de “Smoke On The Water”. O disco ainda contava com “Highway Star”, “Space Truckin” e “Lazy”

Durante os anos seguintes (e muitas trocas em sua formação), o Deep Purple contou em sua formação com músicos como Ritchie Blackmore, David Coverdale (que em seguida formou o Whitesnake, junto com Jon Lord), Glenn Hugues e Joe Satriani. Jon permaneceu na banda até 2002, quando anunciou sua aposentadoria.

Após mais de 40 anos de carreira, 18 albuns de estúdio e algumas gerações de músicos influenciados (que vão desde Tony Iommi à Lars UIrich ), o Purple perde seu fundador, vítima de um câncer pancreático. Mas pode sair por aí e perguntar pra qualquer aprendiz de guitarra qual foi o primeiro riff que aprendeu.

13 jul

Reclame realizou uma seleção com alguns dos melhores comerciais para comemorar o Dia Mundial do Rock. Enjoy!!!

Curta a seleção de comerciais que nós preparamos para você no Dia Mundial do Rock, comerciais engraçados, non sense, bizzarros, trágicos e até paródias bem divertidas. Divirtam-se!


(mais…)

13 jul

PropagandoMúsica – Nick Cave é um cão sortudo

O PropagandoMúsica segue viagem, dessa vez para a Oceania. É da Nova Zelândia o filme dessa semana: Lucky Dog, criado pela DDB NZ para promover a loteria local. A trilha “To Be By Your Side” foi criada pelo australiano Nick Cave, que além de carreira solo, já passou por bandas como The Birthday Party, Grinderman e ainda segue com seu Bad Seeds.

Além da voz inconfundível, sua extensa discografia, iniciada no pós-punk da década de 80, é marcada pela obsessão por temas como vida, morte e religião; embutidos em um som que traz influências do blues e do gospel, somados a agressividade do garage rock. Dentre seus ilustres fãs ha o diretor alemão Win Wenders, com quem o cantor já colaborou em diversas trilhas sonoras.

E não é só para a música que empresta seus talentos: Cave também é um elogiado escritor, lançando em 2009 seu segundo romance, “The Death of Bunny Munro”, que já está em processo de adaptação para o cinema. Também escreveu o roteiro do filme “A Proposta”, de 2004 e uma sequência para o filme “Gladiador”, de Ridley Scott, a convite do amigo Russel Crowe. “Gladiador 2” contaria com a volta de Crowe como o general Maximus, dessa vez um imortal (trazido pelos deuses ao mundo dos vivos) que lutaria as mais relevantes guerras que a humanidade passou e terminaria o filme trabalhando para o Pentágono. A trama, recheada de mitologia, ganhou a atenção de Scott e Crowe mas foi rejeitada pelo estúdio.

Enquanto não sai seu novo disco com o Bad Seeds, fique com Abattoir Blues, em apresentação ao vivo no “Later With Jools Holland”:

10 jul

PropagandoMúsica: Especial Cannes Lions 2012

Hoje o propagandomúsica respira a maresia da riviera francesa e traz uma dobradinha especial da música pop contemporânea, diretamente do Cannes Lions 2012: Damien Kulash (OK Go) e Debbie Harry (líder do Blondie, dispensando qualquer apresentação adicional).
Ambos trouxeram sua peculiar visão para o festival da criatividade. Damien foi convidado para o painel do YouTube e discorreu sobre a importância dos vídeos online para o Storytelling. Nada mais justo, já que sua banda é responsável por alguns dos maiores virais já publicados no site, alcançando a marca de milhões de views em poucos dias, entre eles um dos maiores símbolos do boom do youtube dentro da cultura pop: “Here We Go Again” e a inconfundível coreografia nas esteiras.
A banda nasceu em 1998 em Chicago e lançou quatro discos, sendo o último”Of The Blue Colour of the Sky” de 2010. Em todos os álbuns, há o powerpop direto, fruto de bandas como Pixies e The Cars, que caracterizou a sonoridade do OK GO. E foi já no segundo disco que nasceu o primeiro viral da banda: A Million Ways, primeiro single de “Oh No” (2005), despontou por sua gravação literalmente caseira, feito apenas com uma handcam e uma coreografia (criada pela irmã de Damien) executada em plano sequência no quintal do vocalista. Em 2006, já era o videoclipe mais baixado de todos os tempos, com 9 milhões de downloads até então. Mais alguns clipes e milhões de views depois, a banda lançou recentemente Needing/Getting, promovendo o Chevy Sonic no superbowl e “All is Not Lost”, colaboração com o Google Chrome e o Pilobolus que rendeu 5 leões, incluindo ouro em Film.
Em breve você confere uma entrevista exclusiva com Damien no Reclame, em um papo que vai desde advertising até detalhes sobre a gravação do próximo disco do OK Go, com lançamento programado para 2013. Enquanto isso, fique com “A Million Ways” e veja como nasceu o legado de alguns dos mais característicos fenômenos da internet:

Quem passou também pelo festival foi ninguém menos que Debbie Harry, líder do lendário Blondie, à convite do Grey Group para o seminário anual “Legends of Music”, que já trouxe em suas edições anteriores artistas como Patti Smith, Roger Daltrey e Yoko Ono. Um convite apropriado, já que Debbie e sua banda são os representantes de maior sucesso da geração Punk / New wave do fim da década de 70.
Novaiorquinos até a alma, o Blondie formou-se em 1974 e fez história durante uma das mais prolíficas cenas musicais que o mundo já testemunhou. Foi no icônico CBGB’s, bar e casa de shows no Bowery, em Manhattan, que a banda batia cartão juntamente com artistas como Television, Ramones, Iggy Pop, Lou Reed, Joan Jett e Talking Heads. Foi em 1978, com o lançamento do seu terceiro disco, “Parallel Lines”, que o Blondie alcançou fama internacional: “Heart of Glass”, seu principal single, pegou carona na emergente disco music e levou a banda para o topo das paradas, onde ficou até a dissolução do grupo em 1982. Em 1998, a banda voltou com turnê mundial e novo disco, “No Exit” (1999), que incluia o hit “Maria”, persistente até hoje nas FM’s de todo o mundo. Desde então a banda continua na ativa, e em 2011 lançou “Panic of Girls”, seu mais recente registro de estúdio.
Mas a versatilidade de Debbie não se limitou apenas à música. Seu talento já foi aplicado como garçonete (período em que conheceu Janis Joplin, de quem ganhou uma gorjeta de U$5), coelhinha da playboy, dubladora e atriz, co-protagonizando com James Woods o clássico cult “Videodrome”, de David Cronenberg. Isso sem contar sua influência em moda e comportamento.
E é com esse monolito vivo da cultura moderna que ficamos agora. Confira abaixo o clipe de “Hanging on The Telephone”, faixa de abertura do clássico “Parallel Lines”:

Fique ligado no Reclame e veja em breve as entrevistas completas com Damien Kulash e Debbie Harry!